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1.6.10

Fado 2

  
Carlos Zel - É Fado
(Remasterização)
2002

Tracks:

01. Aquela tarde em Santarém
02. Gaivotas do meu Tejo
03. Oração
04. De Rastos Subi  A Escada
05. Restos Duma Saudade
06. Na Tarde Que O Sol Abraca
07. Neste Rio Vou Morrer
08. Riso De Crianca
09. A Nossa Estranha Canção
10. Poesia Louca
11. Corpo Vazio
12. Que Os Meus Amigos Me Cantem
  
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 Born in Parede on September 29, 1950, Carlos Zel began his professional career in 1967.

António Carlos Pereira Frazão was born in Parede, on September, 1950, and soon he is fond of music and show business, adopting the artistic name of Carlos Zel.

He started singing in Cascais and Estoril as amateur, but at the age of 17 he became professional singer. Then he follows on radio at Emissora Nacional, and performed on revues and television.

Carlos Zel’s style was an orthodox presence of tradition, although he had made some changes to modern times. Even his work was ruled by tradition; he also made attempts to give other melodies to Fado, as morna, typical cape-verdian song, working in collaboration with Celina Pereira. This behaviour establishes his own style, putting him distant from renowned singers, as Manuel de Almeida.

Carlos Zel was on the cast of several Fado houses, and he became well-known with performances in several casinos all over the country. In 2000, Carlos Zel gives a push to the organization “Quartas-Feiras de Fado” at Casino do Estoril, and even before, in 1993, was one of the founders of the Academia do Fado e da Guitarra.

During his career he has recorded 14 records; the last record was named "Com Tradição", dated in 2000, when he made his performance in a concert at the CCB auditorium.

The skilled Fado’s singer performed in several international stages as Spain, United Kingdom, France, Austria, Senegal, Brazil, Chile, United States of America, among others.

In 1993, Carlos Zel is distinguished with the Prémio Prestígio granted by Casa da Imprensa and in 1997 wins also the Prémio Neves de Sousa. He was also distinguished with the Medalha de Mérito da Cruz Vermelha and the Medalha de Mérito Artístico of Cascais’ Town Council. His name is a reference in the national musical universe.

He died on February, 2002.

Every year a show is organized and presented at Casino Estoril to pay homage to the singer, where all great names of fado today usually take part of. 


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Fado

 
Carlos Zel
Com Tradição
2000

Tracks:

01. Guitarrada
Pedro Falcão / Raul Indipwo
02. Fado tropical
Ruy Guerra / Chico Buarque de Holanda
03. Quando o peito tem saudade
Maria Manuel Cid / Alberto Simões Costa ( Fado Bragança )
04. Mais anos de fado
Clemente Pereira / Alberto Simões Costa ( Fado Dois Tons )
05. Nova Lisbo
Nuno Frazão / Guy Valle-Flor
06. Fado da Internet
Daniel Gouveia
07. A beira-mar
Raul Indipwo
08. Nossa Senhora do Fado
Hortense Viegas César / Francisco Viana ( Vianinha ) ( Fado Vianinha )
09. Poema do nosso amor
Hotense Viegas César / Acácio Gomes dos Santos ( Fado Acácio )
10. Coração atormentado
Maria Manuel Cid / Popular ( Fado Menor )
11. Retrato de um alfacinha sub-urbano
José Niza / Popular ( Fado Corrido )
12. Ponto final
David Mourão-Ferreira / Joaquim Campos da Silva ( Fado Tango )

Acompanhamento musical:

Guitarra Portuguesa: José Luís Nobre Costa
Guitarra Clássica: Francisco Gonçalves
Viola-baixo: Joel Pina
Flauta: Siegfried Sugg ( Track 02 )
  
Bonus track: Por Te Querer Tanto
    
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Carlos Zel

Nasceu em Cascais na Parede a 29/09/1950

Fadista, António Carlos Pereira Frazão 1950, foi um dos poucos fadistas da sua geração a conseguirem relativo sucesso e um importante divulgador de talentos. É irmão do grande guitarrista Alcindo Frazão.
Começou a cantar cedo, apesar de sustentar que só se pode ser verdadeiramente fadista depois dos trinta anos. Ainda adolescente, cantava nas tascas e retiros da região de Cascais. Profissionalizou-se aos 17 anos. E, no ano seguinte, já cantava na Emissora Nacional. Actuou várias vezes na rádio, mas também no teatro de revista e na televisão. Passou por alguns retiros, como o Bar Galito e chegou a desempenhar a profissão de torneiro mecânico.
Pertencendo a uma geração intermédia, entalada entre os grandes nomes do fado (Amália, Maria Teresa de Noronha, Alfredo Marceneiro) e as mediáticas vozes do novo fado (Mísia, Marisa, Katia Guerreiro), ultrapassou o clima de desconfiança criado à volta do fado no pós-25 de Abril e conseguiu fazer uma carreira notável, com 14 álbuns gravados e alguma projecção internacional. Deu concertos em países como Espanha, França, Holanda, Escócia, Dinamarca, Noruega, Brasil, Argentina, Chile, Venezuela, Canadá, EUA e Senegal. O seu talento foi várias vezes reconhecido, recebendo prémios como o Prémio Prestígio e o Prémio Neves de Sousa, ambos da Casa da Imprensa.
Influenciado por Manuel de Almeida e João Ferreira-Rosa, mas com uma forma de cantar inconfundível, Carlos Zel deu voz a muitos fados. Entre outros, "Meu amor morre no mar", "Sonho Louco", "Palavra à Solta", "Fado das Mãos Sujas", "Disseste que me deixavas", "Prece", "Fado Pechincha", "Tenho Saudades da Baixa", "Amar outra Vez", "Quero tanto aos Teus Olhos" ou "Travessa do poço dos negros". Estes temas estão presentes em discos como Neste Rio Vou Morrer (1978, J. C. Donas), Lusitano Vagabundo (1978, Imavox), Fados (BMG, 1993), Minha Primeira Cantiga (Emi, 1996) ou Fado (Movieplay, 1997).
Apesar de preferir fados tradicionais, ousou fazer algumas experiências, cantando ao lado de Luís Represas, Maria João & Mário Laginha, Carlos Zíngaro, Cesária Évora e Celina Pereira. No seu derradeiro disco, Com Tradição (Movieplay, 1999), inclui fados bem-humorados como o "Fado da Internet" (letra de Daniel Gouveia) e até uma adaptação do "Fado Tropical", de Chico Buarque.
Em 1993 foi um dos fundadores da Academia do Fado e da Guitarra. Nos últimos anos da sua vida, foi o impulsionador e organizador das Quartas de Fado, no Casino do Estoril, por onde passaram muitíssimas vozes de várias gerações. Nesses concertos também desempenhou o importante papel de divulgador de novos talentos. Deu, de resto, uma importante ajuda nos primeiros passos de fadistas como Camané e Katia Guerreiro.
Em 2000, encheu o Grande Auditório do Centro Cultural de Belém num concerto que marcou definitivamente a sua consagração. Dois anos depois viria a falecer a 14 de Fevereiro de 2002, na sua casa, em Cascais.
  
  
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